quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Audiência Pública Mulheres com Deficiência e Violência-Acolhimento e Direitos Humanos.

Foto das(os) participantes sentados ao redor da mesa.
Foto:Vinicius Reis



Estamos na campanha dos 16 Dias de Ativismo Pelo Fim da Violência Contra as Mulheres e o Grupo Inclusivass realizou na manhã de ontem a Audiência Pública Mulheres com Deficiência e Violência- Acolhimento e Direitos Humanos com apoio da Comissão de Cidadania dos Direitos Humanos da Assembleia Legislativa.
Vitória Bernardes integrante do grupo fez a abertura ao lado do Deputado Jeferson Fernandes presidente desta comissão, onde pontuou  que esta audiência se dá no momento em que o grupo tem conhecimento de casos de violência contra as mulheres com deficiência e  importância de terem resposta sobre as políticas de enfrentamento.
Os questionamentos apontados pelo grupo foram desde, a falta de articulação com a nova gestão da Procuradoria Especial da Mulher e a importância de darem continuidade ao relatório com recomendações feitas pelo grupo após uma audiência pública ser realizado no ano de 2015, mas também o total descaso de descumprimento da lei pela Delegacia da Mulher que mesmo depois de um inquérito civil ser instaurado e após passar por 5 meses em reforma, foi reinaugurada sem estrutura de acessibilidade.
Para o grupo fica claro que a Rede de Enfrentamento do nosso estado deixa de lado as mulheres com deficiência que segundo Vitória sofrem com as desigualdade por serem mulheres e com deficiência e que a falta de credibilidade ao procurar a rede faz com que as mesmas não tenham um atendimento humanizado e com isso permanecem neste ciclo pela total negligência dos órgãos públicos.
Estavam presentes nesta audiência representantes do movimento de mulheres, movimento de pessoas com deficiência que denunciaram os desmontes a esta rede.
Os órgãos públicos presentes reconhecem que esta rede está longe de incluir as mulheres com deficiência e que a muito por se avançar.
O próximo passo que o grupo irá dar é participar de um grupo de trabalho com a Rede de Enfrentamento a Violência Contra as Mulheres que será monitorado pela Comissão de Cidadania e Direitos Humanos.

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Vai ter formação feminista!

Sobre o curso

"Feminismo com quem tá chegando" é um curso de introdução ao feminismo, voltado para mulheres de todas as idades que estão conhecendo o feminismo, buscando conhecê-lo e dele participar. 

O curso tem formato semipresencial, com etapas pela internet (realizadas pela Universidade Livre Feminista) e encontro presenciais das participantes (promovidos pelo Grupo Inclusivass). 

Os encontros presenciais serão em Porto Alegre e para a realização das atividades, os coletivos contarão com o apoio pedagógico da Universidade Livre Feminista e de suas parcerias. A formação tem princípio pedagógico a educação popular feminista, que parte da experiência para promoção de conhecimentos teóricos e críticos.

Objetivos:

💗Potencializar os esforços dos movimentos de mulheres e feministas no sentido do seu fortalecimento organizativo (grupos, coletivos, fóruns, redes, articulações) para as lutas contra as desigualdades, injustiças, exclusões e explorações;

💗Debater os desafios atuais do feminismo como movimento auto-organizado de mulheres.

Metodologia geral: A maior parte do curso será desenvolvida pela internet, na Plataforma de Formação Feminista (Moodle) da Universidade Livre Feminista. Ele é formatado em trilhas temáticas que aglutinam um conjunto de questões, sendo disponibilizados materiais diversos para subsidiar as discussões e atividades online e/ou presenciais. Em cada trilha será realizado um "fórum de discussão" online, estimulando a reflexão coletiva sobre os temas. No plano local, cada trilha deverá conta com um encontro presencial para aprofundamento dos temas, que será acompanhado pelas educadores locais do Grupo Inclusivass.

Programa-base:

CHEGANÇA – EU E MEU ENCONTRO COM O FEMINISMO
Objetivos: As participantes e educadoras se apresentam, compartilham histórias pessoais e como "encontrou" o feminismo.

TRILHA 1 – FEMINISMO: PARA QUÊ E PARA QUEM?
Objetivos: Conhecer diversas visões das participantes sobre feminismo; introduzir e debater conceitos básicos do feminismo, partindo das experiências pessoais das participantes; estabelecer relações entre o feminismo e a vida cotidiana (privada e pública) das participantes.

TRILHA 2 – FEMINISMO E LUTA DAS MULHERES: um pouco de história
Objetivo: Dar e conhecer um pouco das história das lutas das mulheres e do feminismo; refletir sobre a importância de construir nossa própria história e pensamento feministas.

TRILHA 3 – GÊNERO, RAÇA E CLASSE: imbricações no/do cotidiano.
Objetivos: Refletir e debater sobre as imbricações entre gênero, raça e classe a partir das vivências e condições de vida das mulheres; refletir sobre como o patriarcado, o racismo e o capitalismo se "articulam" para dominar, oprimir e explorar as mulheres – em sua diversidade e diferenças.

TRILHA 4 – FEMINISMO COMO AUTO-ORGANIZAÇÃO DAS MULHERES
Objetivos: Refletir sobre o feminismo como movimento social e como expressão das mulheres como sujeito político coletivo; debater os desafios atuais do feminismo para a auto-organização das mulheres.

ENCONTROS PRESENCIAIS

Os encontros presenciais são parte essencial do curso para troca local de experiências e aprendizados. Serão quatro encontros em Porto Alegre, de quatro horas cada e em sábados alternados.


GARANTA A SUA INSCRIÇÃO CLIQUE AQUI 💪🙌

Audiodescição da imagem.

Cartaz do curso com ilustração em aquarela colorida com três mulheres nuas, uma ao lado da outra, com os braços direitos erguidos e punhos cerrados. Na testa, trazem uma marca vermelha com ponto preto.

A mulher da esquerda, tem cabelos curtos rosa encaracolados, os olhos estão fechados, as bochechas rosadas e a boca aberta como gritando uma palavra de ordem.

A do meio, tem cabelo azul, liso que desce abaixo dos ombros. Os olhos fechados e a boca também aberta, as bochechas rosadas. No lugar da mama esquerda, uma cicatriz.

A mulher da direita tem cabelo amarelo, curto e liso. Os olhos fechados e a boca aberta, as bochechas rosadas.

Do lado direito o texto: Curso Feminismo com quem tá chegando de janeiro a março de 2018.

Na parte inferior do cartaz a logomarca dos realizadores e apoiadores.










terça-feira, 21 de novembro de 2017



Audiodescição da imagem. Ilustração em aquarela colorida com três mulheres nuas, uma ao lado da outra, com os braços direitos erguidos e punhos cerrados. Na testa, trazem uma marca vermelha com ponto preto. A mulher da esquerda tem cabelos curtos rosa encaracolados, os olhos estão fechados, as bochechas rosadas e a boca aberta como gritando uma palavra de ordem. A do meio tem cabelo azul, liso que desce abaixo dos ombros. Os olhos fechados e a boca também aberta, as bochechas rosadas. No lugar da mama esquerda, uma cicatriz. A mulher da direita tem cabelo amarelo, curto e liso. Os olhos fechados e a boca aberta, as bochechas rosadas. Do lado direito o texto: Curso Feminismo com quem tá chegando de janeiro a março de 2018.
O curso “Feminismo com quem tá chegando” faz parte do projeto “Sociedade Civil Construindo a Resistência Democrática”, desenvolvido pelo CFEMEA em consórcio com a ABONG, CAMP e CESE e financiado pela União Europeia. Ele será executado pela Universidade Livre Feminista, em conjunto com CFEMEA e com o apoio do SOS Corpo – Instituto Feminista para a Democracia e da Cunhã – Coletivo Feminista.

Para executar esse projeto, o Grupo Inclusivass foi selecionado junto a outros 14 coletivos em âmbito nacional para apoiar os encontros locais do curso.


Serão 4 encontros presenciais de quatro horas cada, que acontecerão em Porto Alegre em sábados alternados, no período da tarde entre os meses de janeiro e março. 


Abrimos essa chamada para formação da nossa turma do curso FEMINISMO COM QUEM TÁ CHEGANDO.

Preencha o questionário para que possamos conhece-la  clique aqui

Esperamos você.

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Curso Feminismo com quem tá chegando.

 Folder de divulgação do Curso “Feminismo com quem tá chegando”. Sobre fundo branco, do lado superior esquerdo, desenho colorido em aquarela de três mulheres mostradas da cintura para cima. Elas estão nuas e têm o braço direito erguido com o punho fechado. Em letras roxas o texto: Curso Feminismo com quem tá chegando de janeiro a março de 2018. 
Parcerias locais: Agora Juntas – AMB Candanga – Articulação de Mulheres do Amapá AMA – Articulação Brasileira SP – Articulação Parintins Cidadã – Coletivo de Mulheres Casa Lilás – Coletivo de Mulheres do Calafate – Coletivo Estadual de Mulheres Trabalhadoras da CUT/PE – Fórum de Mulheres do Agreste Setentrional – Grupo Inclusivass – Fórum de Mulheres da Amazônia Paraense – Maria Mulher – Fórum Permanente de Mulheres de Manaus – Fórum de Mulheres do Pajeú – Liga Brasileira de Lésbicas/RN – Movimento Ibiapabano de Mulheres MIM. Na parte inferior os logos dos parceiros.

VAI TER FORMAÇÃO FEMINISTA!
Fomos selecionadas como parceiras locais na realização do curso “Feminismo com quem tá chegando”!
Esse curso faz parte do projeto “Sociedade Civil Construindo a Resistência Democrática”, desenvolvido pelo CFEMEA em consórcio com a ABONG, CAMP e CESE e financiado pela União Europeia.
O desenvolvimento da formação é da Universidade Livre Feminista, em conjunto com CFEMEA e com o apoio do SOS Corpo - Instituto Feminista para a Democracia e da Cunhã - Coletivo Feminista.
O grupo Inclusivass foi selecionado para ser um parceiro local na realização do curso no Rio Grande do Sul.
Entre os dias 9 a 12 de novembro, Cris Kenne e Fernanda Vicari estiveram em Recife, onde participaram da formação presencial, junto a outras coletivas selecionadas para formação das educadoras que vão liderar os processos localmente.
Se você quer saber mais do curso, fique ligada a nossa página no Facebook, onde daremos mais informações sobre a participação no curso, que será EAD, com 4 encontros presenciais em Porto Alegre!
A chamada para inscrição da nossa turma será lançada na semana que vem. Aguardamos você! Acompanhe-nos no Facebook para saber mais! 
#FeminismoComQuemTáChegando #Inclusivass#UniversidadeLivreFeminista #FormaçãoFeminista #EducadorasSociais


domingo, 19 de novembro de 2017

PEC 181 E AS MULHERES COM DEFICIÊNCIA.

Imagem com fundo vermelho, escrito em branco a frase:#PRECISAMOS FALAR SOBRE ABORTO.


Esta semana a movimento de mulheres do Brasil saiu as ruas em grandes manifestações contra a PEC 181 após o texto base que proíbe o aborto, ser  aprovado pela Câmara dos Deputados por 18 a 1.
Aqui em Porto Alegre o movimento de mulheres fez suas manifestações em um ato no centro da capital
Para os movimentos de mulheres esta PEC viola todos os direitos até então garantidos em caso de estrupo, em risco de morte para a mãe e caso o feto apresente anencefalia (sem cérebro), deixando claro um retrocesso aos direitos reprodutivos das mulheres.

Vamos conhecer um pouco mais desta proposta que tramita no Congresso Nacional e alguns casos e pesquisas sobre o tema:

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC 181/2015) estabelece a proibição de todas as formas de aborto no país – inclusive aquelas consideradas legais até então. Atualmente, o aborto só é permitido em casos de gravidez por estupro, gravidez de risco à vida da mãe ou anencefalia dos fetos.
No Brasil, segundo a Pesquisa Nacional do Aborto 27 (2016), uma em cada cinco mulheres aos 40 anos já fez, pelo menos, um aborto – isso significa que 4,7 milhões de mulheres já abortaram. Em 2015, foi mais de meio milhão. Uma mulher por minuto faz aborto no Brasil. 
O perfil das mulheres que já realizaram o abortamento é, ao contrário do que se pensa, o religioso, já que 88% delas se declara católica, evangélica, protestante, ou espírita. Segundo dados de uma pesquisa feita em 2012 pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a cada ano morrem cerca de 70 mil mulheres vítimas de abortos inseguros.


Entenda um pouco a lei atual:


No mês de março uma menina de 11 anos grávida de 25 semanas por ter sido vitima de estrupo teve negado o procedimento de aborto pois o Ministério da Saúde indica que o aborto seja realizado até 12º semana de gestação.

Neste caso a menina terá que levar esta gravidez até o final e se caso a família não concorde com a decisão o Conselho Tutelar levará a justiça o caso para que seja julgado e se tenha a liberação do aborto.

Segundo o Serviço de Atenção às Mulheres Vítimas de Violência Sexual a equipe vai encoraja-la a cuidar o bebê ou se preferir disponibilizar para adoção.

Mas porque é tão difícil avançar se a cada ano morre 70 mil mulheres vitimas de abortos, temos atualmente instalada no Congresso Nacional a bancada da Bíblia representada por homens brancos e evangélicos, uma bancada conservadora, patriarcal e religiosa que atribui a mulher o papel da genitora e cuidadora em razão dos princípios  morais e éticos atribuídos a todas as mulheres.

Segundo a pesquisa IBOPE Inteligência em parceira com o grupo Católicas pelo Direito de Decidir (CDD) que entrevistou 2 mil brasileiros, entre homens e mulheres, de 16 a 65 anos ou mais, de 143 municípios do Brasil.

Esta pesquisa mostrou que 1% dos entrevistados diz que essa decisão é do Congresso Nacional e 64% diz que a escolha é exclusiva da mulher.

Falar de aborto é abrir espaço para muitas violências sofridas por crianças, meninas e mulheres, mas é também trazer um assunto pouco discutido em palestras, seminários, movimentos, medicina e judiciário e no dia a dia da sociedade.

As informações sitadas acima deixam claro que as mulheres com deficiência não são incluídas nestas estatísticas e pesquisas.

O Grupo Inclusivass vem manifestar neste artigo nossa posição a esta pauta, deixando claro que somos contrarias a esta PEC que viola também nossos direitos.

Diante de tantas informações fica claro que não são os políticos que devem decidir sobre os corpos das mulheres,  e por isso vamos falar de aborto e as  mulheres com deficiência.

Se você fizer uma pesquisar no Google sobre o assunto não encontrará um artigo se quer com esta pauta.
Mas porque as mulheres com deficiência não são mencionadas em publicações e artigos que existem sobre aborto e até mesmo mencionadas nestas manifestações..
Segundo dados internacionais as mulheres com deficiência  sofrem  3x mais violência sexual  que muitas vezes  é cometidas em seus lares e por parentes próximos a elas.
A falta de dados e estatísticas dificulta as informações de abusos cometidos contra essas mulheres e meninas.
Se são estas as que mais sofrem com a violência sexual quantos casos de gravidez decorrentes dos abusos deve acontecer, com este projeto terão também que seguir com a gestação.
Este tipo de violência em muitos casos é vista como algo normal por quem a cometi e não vista como um crime a um corpo que muitas vezes sequer tem o entendimento de estar sofrendo uma violência sexual.

O corpo imperfeito é visto como algo sem valor, algo passivo e livre para ser violado, algo que ficara no silêncio, muitas vezes violado por familiares.
O silêncio é algo que atribui a realidade de muitas, a falta de intendimento e conhecimento sobre o assunto aprisiona estas mulheres e meninas que são vitimas diariamente.
Mães vitimas de uma violência, geram filhos frutos de estrupo, quem cuidara, quem as protegeras se esses agressores estão as vezes em seus lares violando toda e qualquer lei.

É preciso destacar duas leis e uma Convenção importantes que trazem as questões de violência e garantias dos direitos humanos para as pessoas com deficiência e entre elas as mulheres com deficiência e mostram que avançamos na garantia de direitos. Precisamos pensar na sua efetivação nos casos de violência sexual e aborto.


- A lei 12.105 de 2009 que traz em dos seus capítulos os crimes contra vulneráveis que pune severamente a violência e exploração sexual da criança e adolescente, que também reconhece os crimes cometidos contra pessoas com deficiência mental, entre elas as meninas com deficiência que não tem o entendimento necessário em relação às práticas sexuais e que por esta razão estão mais vulneráveis a violência sexual.

- Lei Brasileira de Inclusão traz no artigo Art. 5o A pessoa com deficiência será protegida de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, tortura, crueldade, opressão e tratamento desumano ou degradante.

E no seu Art. 6o diz que:
A deficiência não afeta a plena capacidade civil da pessoa, inclusive para:

I - casar-se e constituir união estável;
II - exercer direitos sexuais e reprodutivos; III - exercer o direito de decidir sobre o número de filhos e de ter acesso a informações adequadas sobre reprodução e planejamento familiar;
IV - conservar sua fertilidade, sendo vedada a esterilização compulsória;
V - exercer o direito à família e à convivência familiar e comunitária; e
VI - exercer o direito à guarda, à tutela, à curatela e à adoção, como adotante ou adotando, em igualdade de oportunidades com as demais pessoas.

- Convenção da ONU sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência que no Artigo 6: Mulheres com deficiência:

1- Os Estados Partes reconhecem que as mulheres e meninas com deficiência estão sujeitas à discriminação múltipla e, portanto, deverão tomar medidas para assegurar a elas o pleno e igual desfrute de todos os direitos humanos e liberdades fundamentais.
2- Os Estados Partes deverão tomar todas as medidas apropriadas para assegurar o pleno desenvolvimento, o avanço e o empoderamento das mulheres, a fim de garantir-lhes o exercício e o desfrute dos direitos humanos e liberdades fundamentais estabelecidos na presente Convenção.

Esta Convenção garante os direitos humanos e de liberdades para as mulheres com deficiência e entre esses direitos o da não violência contra as mulheres e meninas com deficiência.
Todas estas violações atribuídas as mulheres com deficiência estão relacionadas a deficiência e gênero causando uma dupla vulnerabilidade a estas mulheres..


Precisamos estar atentas a todo tipo de violação de direitos, basta de retrocessos.

É DIREITO DAS MULHERES COM DEFICIÊNCIA DECIDIR SOBRE QUERER INTERROMPER UMA GRAVIDEZ SEM QUE ELA SEJA CRIMINALIZADA POR ISSO.


Fontes:

http://www.acessibilidadebrasil.org.br/joomla/destaques-acessibilidade/124-convencao-da-onu-sobre-os-direitos-das-pessoas-com-deficiencia

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13146.htm

http://www.artigos.com/artigos-academicos/16794-crime-de-estupro-de-vulneravel

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Audiência Pública- Mulheres com Deficiência e Violência:colhimento e Garantia de Direitos Humanos

Logo com as informações do evento.


Audiência Pública: Mulheres com Deficiência e Violência: Acolhimento e Garantia de Direitos Humanos.
A audiência, proposta pelo Grupo Inclusivass em conjunto com o Deputado Jeferson Fernandes e Comissão de Cidadania e Direitos Humanos AL RS, busca respostas à ausência de políticas públicas de enfrentamento a violência que rompam com a vulnerabilização imposta às mulheres com deficiência. 

Existimos e resistimos!!! #PeloFimDoMachismo #PeloFimDoCapacitismo

A atividade integra a programação dos 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra as Mulheres.

Mulheres com Deficiência:
De acordo com o Censo Demográfico 2010, as mulheres com deficiência somam 25.800.681 de pessoas. Ou seja, representam 13,53% da população total do país. Segundo esses dados, enquanto na população total brasileira há 100 mulheres para cada 96 homens, no segmento da pessoa com deficiência, para cada 100 mulheres existem 76,7 homens (IBGE, 2010).
A Convenção da ONU sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, que foi ratificada com equivalência de emenda constitucional em 2008, reconhece em seu artigo VI que mulheres e meninas com deficiência estão sujeitas a múltiplas formas de discriminação. Segundo relatórios internacionais – no Brasil não há nenhuma estatística sobre violência contra esse segmento de mulheres – as mulheres com deficiência são vitimadas pela violência de gênero 3 vezes mais do que mulheres sem deficiência.
Mesmo com o número expressivo, ainda não possuimos políticas concretas que criem mecanismos de proteção, encorajamento à denuncia, acesso universal às informações e acesso aos serviços para o rompimento deste ciclo de violência.

Sobre o Grupo Inclusivass:
Neste cenário de invisibilidade, em 2014, após um seminário voltado às políticas públicas para mulheres com deficiência e a constatação da INEXISTÊNCIA de políticas públicas específicas, o Grupo Inclusivass foi criado.
As Inclusivass buscam a fomentação e disseminação do debate sobre as condições de igualdade às mulheres com deficiência no Estado do Rio Grande do Sul e Brasil.

Apoio:
Coletivo Feminino Plural
Comdim Poa
Conselho Estadual Dos Direitos da Pcd
Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência de Porto Alegre
Fórum de Mulheres de Porto Alegre


Dia:29/11/17
Hora:10:00 horas
Local: Sala Adão Pretto, Térreo da Assembleia Legislativa

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Reinauguração da Delegacia da Mulher de POA e Inclusivass

Imagem de Josiane segurando sua bengala e Carolina que usa cadeira de rodas.


A novidade da reinauguração da DEAM pegou o grupo de surpresa sendo divulgado nas redes sociais, pois não recebemos o convite para estarmos presente sendo nós as mais interessadas em conhecer o novo espaço.
Esta atitude para nós enquanto grupo que milita na luta pelo fim da violência contra as mulheres com deficiência deixo claro o desrespeito com o nosso trabalho e luta.
Sendo as mulheres com deficiência quase 3,5000 de mulheres com algum tipo de deficiência no RS e por ainda viverem em total desigualdade aos acessos dos serviços da rede de enfrentamento que visam acolher, orientar e realizar denuncias para que as mulheres vivam sem violência.
Nosso questionamento era ter certeza que as mulheres com deficiência ao procurarem estes serviços teriam um atendimento humanizado,com acessibilidade arquitetônica e comunicacional 
No ano passado o grupo realizou uma visita na DEAM (Delegacia da Mulher de Porto Alegre) e no CRM Vânia Araújo (Centro de Referência da Mulher) para conhecermos estes serviços e suas estruturas de acessibilidade, esta ação faz parte do Projeto Todas São Todas que tinha como objetivo incluir as mulheres com deficiência nas Políticas de Enfrentamento a Violência Contra as Mulheres e demais políticas.
Nesta visita tivemos o apoio do Coletivo Feminino Plural e do Conselho Municipal dos Direitos das Mulheres de Porto Alegre, desta ação levamos a denuncia ao Ministério Público de Direitos Humanos e foi acolhida sendo instaurado um inquérito civil público para averiguar nossa denuncia destes serviços não respeitarem o direitos das mulheres com deficiência de serem acolhidas com total respeito e dignidade, pois sair do silêncio e do ciclo da violência ainda é uma luta quando se é mulher.
Passou mais de um ano e finalmente achamos que tínhamos conseguido avançar em uma política de enfrentamento através da nossa ação junto ao MP.
No dia 18 de outubro finalmente a DEAM foi reinaugurada e as Inclusivass estavam presentes, a rampa de acesso na entrada deixa claro que as questões de acessibilidade não foram entendidas, o espaço estava cheio mal dava para se movimentar e verificar se o espaço era realmente acessível conforme foi discursado pela delegada titular Tatiana Barreira Bastos que na sua fala frisou que a delegacia tinha uma rampa de acesso atribuindo a acessibilidade do espaço somente em uma rampa deixando de lado toda estrutura de acessibilidade necessária.
No fim do evento Carolina e Josiane foram conhecer o local e para sua surpresa a acessibilidade ficou de lado mais uma vez, o balção de atendimento sem nenhum rebaixamento para cadeirantes ou mulheres anás, algumas salas pequenas sem acesso a cadeira de rodas, nenhum banheiro adaptado e piso pototátil.
Nosso questionamento enquanto grupo é como que uma obra desta foi aprovada sem os requisitos de acessibilidade.
O espaço acolhedor como foi anunciado em matérias na mídia deixa de lado o acolhimento a nós mulheres com deficiência. 
Seguimos na busca por respostas e não vamos nos cansar pois só queremos o que é de direito nosso.
Lembramos que existem leis que nos garantem toda e qualquer tipo de acessibilidade em espaços públicos e privadas previstos na Lei Brasileira de Inclusão e que a Convenção Internacional das Pessoas com Deficiência deixa claro no artigo 6º que as mulheres e meninas estão mais vulneráveis a sofrerem todo tipo de violência e cabe aos estados e partes criarem políticas de proteção e prevenção.
Nosso questionamento é o que falta para sermos VISTAS, INCLUÍDAS, RESPEITADAS E RECONHECIDAS COMO MULHERES, ENQUANTO PESSOAS e principalmente sermos reconhecidas COMO SUJEITAS E DETENTORAS DE DIREITOS.

Na nossa Carta das Mulheres com Deficiência temos propostas de políticas de enfrentamento que visam incluir as mulheres com deficiência na rede de atendimento.

2. Consolidar e fortalecer as redes de atendimento da política pública para mulheres com o recorte gênero e deficiência, adaptando e tornando plenamente acessíveis todos os equipamentos para atendimento às mulheres em situação de violência (centros de referencia, delegacias, casas abrigo, juizados) de forma a assegurar acesso e privacidade nesses locais.


3. Criar e divulgar número acessível para mulheres surdas e com dificuldades de fala notificarem casos de violência, potencializando o atendimento do disque 180 e pelo 0800 5410803 (Rede Lilás).


4. Garantir e divulgar levantamentos de dados sobre violência contra as mulheres com deficiência junto aos juizados especializados, que devem ser ampliados na perspectiva na inclusão.


5. Incluir no formulário do Boletim de Ocorrência o item “deficiência”.


6. Difundir a Lei Maria da Penha na rede de ensino, garantindo os formatos acessíveis e fortalecendo a cultura de respeito entre os gêneros e a diversidade entre as pessoas.


7. Capacitar agentes do serviço público (executivo, legislativo, judiciário, MP) para prestar atendimento adequado a mulheres com deficiência nas mais diversas áreas, mas em especial na área da saúde e violência, para que atuem de forma humanizada no atendimento às mulheres com deficiência.